Brasil mira mercado sul-coreano para ampliar exportações e atrair investimentos
Fórum empresarial promovido pela ApexBrasil reforça estratégia de diversificação do comércio exterior e amplia oportunidades em setores como agronegócio, tecnologia, energia, indústria farmacêutica e defesa
Em meio aos esforços para ampliar a presença brasileira em novos mercados internacionais, Brasil e Coreia do Sul avançaram nas negociações para fortalecer o comércio bilateral e ampliar investimentos entre os dois países. A estratégia foi reforçada na última terça-feira (28), durante o Brazil-Korea Business Roundtable, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com a Federação de Indústrias Coreanas (FKI), em São Paulo.
O encontro reuniu o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, além de representantes do governo e lideranças empresariais dos dois países. O objetivo foi ampliar as relações econômicas e identificar novas oportunidades de negócios em setores considerados estratégicos para as duas economias.
A aproximação ganha relevância diante da estratégia brasileira de diversificar os destinos das exportações e reduzir a concentração das vendas externas em poucos mercados. Atualmente, a corrente de comércio entre Brasil e Coreia do Sul movimenta cerca de US$ 11 bilhões, mas o Brasil responde por apenas 1% das importações sul-coreanas, índice considerado abaixo do potencial da relação bilateral.
Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, a expectativa é ampliar a presença dos produtos brasileiros no mercado asiático e abrir novas oportunidades para diferentes setores da economia.
“No setor do agronegócio, no anúncio da abertura do mercado de carnes, vamos continuar com as frutas, com o café, com as nossas outras proteínas. Forte também na área de minerais raros, eles são o segundo maior produtor de semicondutores que a gente vai avançar muito com eles. E também na área de indústria, o setor farmacêutico, o setor de TI e também, principalmente, o setor da nossa indústria aeronáutica e também na indústria de defesa. Então foi um grande fórum empresarial realizado pela ApexBrasil pra gente diversificar ainda mais as exportações do nosso país.”
Entre as oportunidades apontadas durante o fórum estão a ampliação das exportações brasileiras de proteínas animais, frutas, café, etanol e biocombustíveis, além do fortalecimento da cooperação em minerais críticos, semicondutores, inteligência artificial, indústria farmacêutica, aeroespacial e defesa. A Coreia do Sul é atualmente a 13ª maior economia do mundo e o 11º maior importador global, sendo considerada um mercado estratégico para a expansão do comércio exterior brasileiro.
O encontro também resultou na assinatura de seis memorandos de entendimento entre empresas e instituições brasileiras e sul-coreanas. Os acordos abrangem áreas como promoção comercial, inovação tecnológica, pesquisa, saúde, indústria aeroespacial e defesa, fortalecendo a cooperação econômica entre os dois países.
Para o setor produtivo, o diálogo entre governos e empresas contribui para reduzir barreiras comerciais e ampliar investimentos brasileiros no exterior. O diretor de Relações Institucionais da Ambev, Rodrigo Moccia, destacou a importância da aproximação para empresas que já atuam internacionalmente.
“É uma alegria para a Ambev, uma empresa brasileira que tem operação no mundo inteiro, que gera emprego e renda localmente, poder discutir com governo de outros países, com outros empresários um pouco dos desafios que as empresas brasileiras enfrentam fora do país. Foi mais um sucesso. O presidente da Coreia esteve reunido conosco por mais de uma hora falando um pouco sobre as oportunidades de investimento lá e os desafios que a gente pode superar. Então super obrigado à Apex pelo convite. Contem com a Ambev nos próximos encontros”, destacou.
A realização do fórum ocorreu cinco meses após a missão empresarial organizada pela ApexBrasil em Seul, que reuniu cerca de 450 empresários brasileiros e sul-coreanos. A visita do presidente Lee Jae Myung ao Brasil e a assinatura de sete memorandos de cooperação entre os governos, em Brasília, reforçam o movimento de aproximação entre os dois países e a estratégia brasileira de ampliar mercados para suas exportações, atrair investimentos e fortalecer a inserção do país nas cadeias globais de valor.
Café hoje: confira cotações para esta segunda-feira (21)
Desvalorização atinge as duas variedades de café e o milho na praça paulista, enquanto o açúcar cristal registra ganhos na capital e no porto de Santos
O preço do café arábica abre esta segunda-feira (21) com alta de 0,30%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.546,58 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve leve alta de 0,08%, sendo comercializado a R$ 965,79.
INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ
Data
Valor R$
Var./Dia
Var./Mês
Valor US$
18/09/2026
1.546,58
0,30%
-11,55%
300,54
17/09/2026
1.541,97
-1,56%
-11,81%
299,94
16/09/2026
1.566,48
-1,38%
-10,41%
303,52
15/09/2026
1.588,43
-0,40%
-9,15%
308,19
14/09/2026
1.594,86
-0,13%
-8,78%
309,62
INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ
Data
Valor R$
Var./Dia
Var./Mês
Valor US$
18/09/2026
965,79
0,08%
-5,51%
187,68
17/09/2026
965,02
-1,26%
-5,59%
187,71
16/09/2026
977,32
-0,86%
-4,38%
189,37
15/09/2026
985,78
-0,66%
-3,56%
191,27
14/09/2026
992,35
-0,06%
-2,91%
192,65
O preço do açúcar cristal apresenta alta de 0,39% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 120,05.
INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ – SÃO PAULO
Data
Valor R$*
Var./Dia
Var./Mês
Valor US$*
18/09/2026
120,05
0,39%
5,54%
23,33
17/09/2026
119,58
0,25%
5,13%
23,26
16/09/2026
119,28
0,96%
4,86%
23,11
15/09/2026
118,15
-1,06%
3,87%
22,92
14/09/2026
119,41
0,19%
4,98%
23,18
Em Santos (SP), também houve recuo de 0,32%, e a mercadoria é negociada a R$ 124,74 na média de preços sem impostos.
Indicador Açúcar Cristal – Santos (FOB)
Data
Valor R$*
Var./Dia
Var./Mês
Valor US$*
18/09/2026
124,74
-0,32%
-2,46%
24,19
17/09/2026
125,14
-2,10%
-2,15%
24,29
16/09/2026
127,83
0,28%
-0,05%
24,81
15/09/2026
127,47
-1,61%
-0,33%
24,76
14/09/2026
129,55
2,46%
1,30%
25,06
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 69,29 após leve aumento de 0,06%.
Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras
Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.
O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial.
Como é calculada a saca de açúcar cristal?
A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.
Qual o peso da saca de milho no Brasil?
A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
Boi gordo hoje: confira cotações para esta segunda-feira (21)
Boi gordo e carcaça suína abrem a semana em alta em SP, enquanto cotações do frango registram queda
O preço do boi gordo apresenta alta de 0,10% nesta segunda-feira (21). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 352,90.
INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ
Data
Valor R$*
Var./Dia
Var./Mês
Valor US$*
18/09/2026
352,90
0,10%
2,47%
68,58
17/09/2026
352,55
0,07%
2,37%
68,58
16/09/2026
352,30
0,37%
2,29%
68,26
15/09/2026
351,00
0,43%
1,92%
68,10
14/09/2026
349,50
0,00%
1,48%
68,21
Preço do frango congelado e frango resfriado
No mercado de frango, os preços apresentam recuo na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado e do frango resfriado estão cotados a R$ 8,31.
PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ – ESTADO SP
Data
Valor R$
Var./Dia
Var./Mês
18/09/2026
8,31
-0,24%
13,52%
17/09/2026
8,33
-0,12%
13,80%
16/09/2026
8,34
5,04%
13,93%
15/09/2026
7,94
0,89%
8,47%
14/09/2026
7,87
1,42%
7,51%
PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ – ESTADO SP
Data
Valor R$
Var./Dia
Var./Mês
18/09/2026
8,31
-0,24%
13,99%
17/09/2026
8,33
0,00%
14,27%
16/09/2026
8,33
5,04%
14,27%
15/09/2026
7,93
0,76%
8,78%
14/09/2026
7,87
1,42%
7,96%
Preço da carcaça suína especial e suíno vivo
A carcaça suína especial apresenta leve alta de 0,13% nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 7,86.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço no Paraná, onde o animal é comercializado a R$ 4,59.
O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino
O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.
Diferenças entre frango congelado e frango resfriado
O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.
Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.
SOJA E TRIGO: confira os preços dos grãos para esta segunda-feira (21)
Soja opera mista no Paraná com alta no interior e recuo no porto; trigo sobe no Sul
A saca de 60 quilos da soja inicia a segunda-feira (21) em alta no interior do Paraná e em baixa na região litorânea de Paranaguá.
No mercado paranaense, o grão apresenta alta de 0,15%, com a saca negociada a R$ 155,18. Em Paranaguá, recuo de 0,08%, levando a cotação para R$ 161,89.
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ – PARANÁ
Data
Valor R$*
Var./Dia
Var./Mês
Valor US$*
18/09/2026
155,18
0,15%
2,56%
30,16
17/09/2026
154,95
-0,24%
2,41%
30,14
16/09/2026
155,33
1,13%
2,66%
30,10
15/09/2026
153,59
0,45%
1,51%
29,80
14/09/2026
152,90
0,05%
1,05%
29,68
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ – PARANAGUÁ
Data
Valor R$*
Var./Dia
Var./Mês
Valor US$*
18/09/2026
161,89
-0,08%
1,54%
31,46
17/09/2026
162,02
0,09%
1,62%
31,52
16/09/2026
161,88
0,80%
1,53%
31,37
15/09/2026
160,59
0,09%
0,72%
31,16
14/09/2026
160,44
-0,07%
0,63%
31,15
Trigo
O trigo tem aumento de preço no Rio Grande do Sul e no Paraná.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.510,24. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.400,50.
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ – RIO GRANDE DO SUL
O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos
A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.
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