Indústria naval e portos recebem R$ 29,5 bilhões em investimentos do Fundo da Marinha Mercante em 2025
Recursos foram aprovados para infraestrutura e indústria naval; desde 2023, foram contratados valores para 669 obras, com a geração de 43,1 mil empregos diretos e indiretos
Em 2025, o Fundo da Marinha Mercante (FMM), sob a coordenação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), já aprovou R$ 29,5 bilhões em investimentos para 44 projetos – novos e reapresentações destinadas à infraestrutura e à indústria naval. Os destaques incluem projetos de expansão de infraestrutura portuária e construção de embarcações.
O secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, destacou que os projetos aprovados para destinação de recursos por meio do fundo são fundamentais para a geração de empregos na indústria de construção naval do Brasil.
Segundo Antunes, os projetos são voltados a diversos segmentos, como petróleo, seja na produção ou transporte, além de setores ligados à logística nacional, como a navegação interior – como o transporte feito nas hidrovias. Os projetos também envolvem transporte de minério de ferro, com grãos líquidos, combustível e também de apoio marítimo – que são as embarcações que fazem apoio à produção.
“Esses quase R$ 30 bilhões têm, realmente, um efeito multiplicador na economia e que vai trazer realmente muito desenvolvimento para a nossa indústria naval”, pontuou Dino Antunes.
Segundo o MPor, a expansão de projetos vem sendo sentida ao longo do tempo – considerando que, desde 2023, já foram priorizados quase R$ 70 bilhões em recursos do FMM para as propostas.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o montante aprovado nos últimos dois anos do atual governo é o triplo do destinado no governo anterior.
“Estamos dando prioridade à retomada da indústria naval e ao fortalecimento da infraestrutura portuária. Esse valor, de R$ 70 bilhões, priorizados desde o início do atual mandato do presidente Lula, em dois anos e meio, é três vezes maior do que o aprovado entre 2019 e 2022, no governo anterior, que foi de R$ 22,7 bilhões em quatro anos”, disse o ministro.
Balanço dos últimos dois anos e das reuniões do FMM
Conforme dados do ministério, desde 2023 já foram contratados recursos para 669 obras. Além disso, foram gerados 43,1 mil empregos diretos e indiretos.
Neste ano, o Conselho Diretor do FMM deve realizar quatro reuniões. Duas já ocorreram no primeiro semestre e outras duas serão realizadas até o fim do ano – previstas para setembro e dezembro.
Em maio, durante a primeira reunião, foram aprovados R$ 22,2 bilhões em recursos destinados para investimentos em 26 projetos relacionados à construção de embarcações, reparos, docagens, modernização de unidades existentes, ampliação de estaleiros e novas infraestruturas portuárias.
Já na segunda reunião, que ocorreu neste mês julho, foram R$ 7,3 bilhões. Do montante, R$ 1,1 bilhão foi aprovado para o futuro concessionário do Porto de Paranaguá (PR).
O leilão do canal de acesso ao porto deve ocorrer em setembro. No entanto, o empreendedor terá taxas e condições especiais para realizar os investimentos exigidos. Os outros R$ 6,2 bilhões aprovados são direcionados à construção, reparo e modernização de 105 embarcações.
Projetos em destaque
Neste ano, o fundo aprovou R$ 5,7 bilhões para 12 projetos pleiteados pela Petrobras, sendo quatro petroleiros do tipo Handy e oito navios-tanque do tipo gaseiros para transporte de GLP.
Entre os outros projetos aprovados, no setor naval, estão também a proposta da DOF Subsea Brasil Serviços para a construção de quatro embarcações do tipo RSV (Remotely Support Vessel) – no valor de R$ 2,8 bilhões, e o projeto da Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda., que prevê a construção de quatro embarcações de apoio marítimo do tipo RSV, especializadas em operações com equipamentos submarinos, um investimento de R$ 2,4 bilhões.
Em relação à infraestrutura, entre os projetos aprovados, é importante destacar a modernização do estaleiro da Green Port Logística Portuária Ltda, em Niterói (RJ), no valor de R$ 242 milhões. Também entram na lista de destaques do setor, a construção de terminal para exportação de minério de ferro da Cedro Participações, em Itaguaí (RJ) – integrando uma parcela da carteira de licitações de arrendamentos portuários de 2024 do MPor, no valor de R$ 3,6 bilhões, além da modernização do Tecon Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul, no valor de R$ 496,7 milhões.
Resultado da Loteria Federal 6110 (18/10/2026): bilhetes sorteados
Resultado da Loteria Federal 6110 (18/10/2026): confira os cinco bilhetes premiados, do 1º ao 5º prêmio, e onde foram vendidos do sorteio deste domingo.
O bilhete 046831 levou o 1º prêmio da Loteria Federal 6110, sorteada em 18/10/2026.
Bilhetes sorteados da Loteria Federal 6110 (18/10/2026)
Onde foram feitas as apostas ganhadoras da Loteria Federal 6110
O resultado da Loteria Federal, concurso 6110, divulgado neste domingo, 18 de outubro de 2026, premiou jogadores de diversas regiões do Brasil. O apostador da Portal da Sorte, de Itaperuna/RJ, levou o primeiro prêmio de R$ 500.000,00. O segundo prêmio, no valor de R$ 35.000,00, foi destinado à aposta da Natanael Moraes da Silva em São Paulo/SP, enquanto a aposta feita na Esmeralda Loterias Ltda, em São Paulo/SP, faturou R$ 30.000,00.
Outros sortudos incluem a aposta da Loterica Trevo de Ouro em Maringá/PR, que recebeu R$ 25.000,00. O último prêmio de R$ 20.503,00 foi da Masello Loterias, em Rio de Janeiro/RJ. A Loteria Federal continua sendo uma das modalidades mais tradicionais e procuradas pelos brasileiros, oferecendo grandes prêmios e oportunidades para quem sonha em mudar de vida.
O próximo sorteio está marcado para quarta-feira (21/10/2026). Aproveite a oportunidade e faça sua aposta para concorrer.
Loteria Federal: como jogar?
A Loteria Federal é uma modalidade tradicional oferecida pela Caixa Econômica Federal e se destaca pelo formato simples de participação. O apostador adquire um bilhete com um número impresso e, caso o número de seu bilhete coincida com o sorteado, ele leva o prêmio correspondente.
O bilhete inteiro é composto por 10 frações. Também é possível comprar frações do bilhete, com o valor do prêmio proporcional à quantidade de frações adquiridas.
Loteria Federal: sorteios
As extrações regulares ocorrem duas vezes por semana — às quartas, às 20h, e no fim de semana, atualmente no domingo, às 11h — e podem ser acompanhadas ao vivo pelo canal oficial da Caixa.
QUARTOU: sorteio realizado todas as quartas-feiras;
Extração Regular de Sábado: sorteios realizados aos sábados;
ENRICOU: sorteio mensal realizado em um sábado do mês;
Especial de Natal: sorteio anual realizado em dezembro.
Loteria Federal: premiação
Além do prêmio principal, a Loteria Federal também premia bilhetes com aproximações e unidades do número sorteado, conforme as regras de cada extração.
O prêmio pode ser recebido em qualquer casa lotérica ou nas agências da Caixa. Para valores mais altos, o pagamento deve ser feito diretamente em uma agência da Caixa, mediante apresentação de documento de identificação com CPF e do bilhete ou fração original premiada.
Qual a probabilidade de ganhar na Loteria Federal?
A chance de ganhar na Loteria Federal varia conforme o tipo de extração e a quantidade de bilhetes emitidos em cada concurso. Quanto maior a emissão, maior o número de bilhetes concorrendo ao prêmio principal.
El Niño: gestão da água é essencial para enfrentar irregularidade das chuvas na Região Norte
Projeções da Embrapa indicam que seca e chuvas abaixo da média podem se estender até março de 2027; confira recomendações para reduzir os impactos em diversas culturas
Projeções da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre os riscos do El Niño 2026/2027 para o setor produtivo indicam que o manejo da água é essencial para as produções agropecuárias da Região Norte. A recomendação considera a previsão de irregularidade nas chuvas e nos níveis dos rios. A análise aponta que a seca e chuvas abaixo da média podem se estender até março de 2027.
Segundo a Embrapa, os efeitos do fenômeno já estão impactando os produtores nortistas e podem ser intensificados entre o fim de 2026 e o início de 2027. Os impactos podem atingir a produção agropecuária, a navegação, o transporte e o abastecimento.
As informações integram uma das cinco notas técnicas lançadas pela Embrapa, com orientações para as diferentes regiões do país e recomendações para a gestão de riscos climáticos associados ao El Niño 2026/2027.
Nível de impacto varia conforme a localidade
Na Região Norte, os estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima tendem a concentrar os déficits hídricos mais severos e os efeitos sobre os rios.
No Pará, Amapá e nas áreas de transição do Maranhão e de Mato Grosso, a previsão indica atraso das chuvas, o que pode preocupar os produtores com relação ao prolongamento da estação seca, na implantação das lavouras e no risco de incêndios.
Já em relação à redução dos níveis dos rios, o Amazonas, por exemplo, pode ter impactos na navegação, bem como no transporte de insumos e alimentos, no abastecimento de água, na agricultura de várzea, pesca e aquicultura.
Nas áreas costeiras e estuarinas do Pará e do Amapá, a Embrapa informou que há risco de intrusão salina nos canais de captação de água doce.
No caso de Roraima, há uma situação mais antecipada. Conforme a Embrapa, o déficit de chuva coincidiu com o período de enchimento dos grãos.Houve uma supressão das chuvas já no mês de julho de 2026, com quebras históricas na safra agrícola antes mesmo das demais áreas do Norte. A estimativa é de perdas de 30% a 50% na safra de 2026.
Confira os principais riscos para a Região Norte:
Escassez de água;
Perda de pastagens;
Perda de produtividade nas lavouras;
Incêndios rurais;
Mortalidade aquática;
Desorganização do calendário.
Mitigação e gestão de riscos
Para mitigar os impactos do El Niño e contornar os riscos à produção nortista, a Embrapa indica três áreas principais de atuação dos produtores rurais para reduzir as perdas.
A Embrapa informou que o manejo do solo e a proteção florestal podem ser utilizados com vistas a reduzir a temperatura da raiz e conter a evaporação. A indicação também é suspender totalmente o uso de queimadas e adotar a tecnologia de corte-e-trituração da capoeira.
A economia de água também é essencial para garantir a proteção das fontes; A sugestão é cercar e isolar as Áreas de Preservação Permanente (APPs) de nascentes e igarapés.
Os produtores também podem fazer a limpeza e o desassoreamento preventivo de açudes, cisternas e microbarragens.
A Embrapa destacou, ainda, que é importante seguir obrigatoriamente as orientações e janelas de plantio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).
Confira as orientações da Embrapa para alguns cultivos na Região Norte:
Açaí
Em terra firme: aplicar gotejamento ou microaspersão na base da touceira durante a noite e realizar o desbaste deixando de 3 a 4 estipes por touceira;
Na várzea: acompanhar a maré e evitar desbastes drásticos que exponham o solo ao sol direto.
Cacau
Manter sombreamento provisório (feijão-guandu ou banana) em lavouras novas e preservar a serrapilheira no solo;
Suspender podas severas durante o período de estiagem mais crítico.
Mandioca
Utilizar cultivares recomendadas para a região com tolerância à seca e à podridão radicular;
Plantar em solos profundos e descompactados, mantendo cobertura morta nas entrelinhas.
Arroz de várzea e terras baixas
Adequar o plantio ao ritmo de vazante dos rios e manter a lâmina mínima de água sem drenagens em excesso;
Antecipar o preparo do solo durante a vazante para aproveitar a umidade residual.
Para a piscicultura, a Embrapa recomenda instalar sombreamento artificial ou macrófitas controladas nos tanques escavados. O monitoramento do oxigênio e da temperatura da água no início da manhã também é relevante para o período de impactos do El Nño.
No caso da pesca artesanal, o ideal é que sejam firmados acordos comunitários de pesca e proteger os poços profundos dos rios e lagos como zonas de refúgio dos peixes.
Plataforma El Niño
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), disponibilizaram uma página online com informações sobre o El Niño e os impactos do fenômeno climático na agricultura e na pecuária brasileira.
O intuito é apoiar ações de prevenção, preparação e redução de riscos climáticos no campo.
A plataforma reúne dados e orientações que podem ser consultados pelo produtor antes do início do cultivo ou da contratação de crédito rural. A proposta é apoiar a tomada de decisões e contribuir para a redução dos riscos relacionados ao clima.
A página especial El Niño Agro está disponível no portal do Ministério da Agricultura, em: www.gov.br/agricultura.
El Niño: agro do Nordeste deve priorizar conservação do solo, uso eficiente da água e formação de reservas
Fenômeno pode elevar as temperaturas e alterar a distribuição das chuvas no Semiárido; cenário deve afetar principalmente culturas dependentes de chuva e pastagens
Projeções da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre os riscos do El Niño 2026/2027 para o setor produtivo indicam que o agronegócio da Região Nordeste deve priorizar a conservação do solo, o uso eficiente da água e a formação de reservas. A análise aponta que o fenômeno pode elevar as temperaturas e alterar a distribuição das chuvas no Semiárido, com reflexos nas culturas dependentes de chuva e pastagens
O último quadrimestre de 2026 na Região Nordeste deve ter maior probabilidade de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas. As projeções indicam ainda que há aumento dos riscos de déficit hídrico, ondas de calor e queimadas.
Considerando que o ano agrícola no Semiárido fica concentrado no primeiro semestre, os impactos mais significativos sobre a produção são esperados no início de 2027, ocorrendo durante um período decisivo da estação chuvosa.
O Nordeste recebe o atual El Niño em situação hídrica diferente da observada no episódio de forte intensidade de 2015/2016. Em agosto daquele ano, os reservatórios nordestinos armazenavam cerca de 23% de sua capacidade. Este ano, o volume está próximo de 51%.
A Embrapa avalia que a condição inicial é mais favorável. No entanto, as chuvas irregulares ou insuficientes podem comprometer a recarga, especialmente de pequenos reservatórios.
Já para o primeiro semestre de 2027, considerado um período crucial para a produção agrícola e pecuária, a manutenção do El Niño forte indica alta chance de chuvas abaixo da média. Nesse cenário, há dificuldade para a recarga de pequenos reservatórios e a recuperação do solo.
As informações integram uma das cinco notas técnicas lançadas pela Embrapa, com orientações para as diferentes regiões do país e recomendações para a gestão de riscos climáticos associados ao El Niño 2026/2027.
Principais riscos e recomendações
Segundo a Embrapa, o fenômeno exige estratégias diferentes para a agropecuária nas cinco regiões do país – resultando em riscos específicos e recomendações particularizadas.
Confira os riscos:
Danos às culturas perenes e semiperenes;
Prejuízos continuados no rebanho;
Quebra do fluxo de caixa;
Seca hídrica acumulada.
Para mitigar os impactos do El Niño e contornar os riscos à produção nordestina, a principal orientação é em relação à água. O ideal é que os produtores antecipem a formação de reservas e ampliem a captação, o armazenamento e o uso eficiente da água.
Considerando as culturas agrícolas, a Embrapa destaca que é importante seguir as orientações e janelas de plantio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), considerar espécies e cultivares adaptadas às condições locais e escalonar atividades. Em áreas de maior risco para o milho, o sorgo pode ser uma alternativa.
A Embrapa também orienta cuidados com o solo, como manter cobertura vegetal ou morta. Para a pecuária, o ideal é planejar a alimentação dos rebanhos com antecedência e conservar reservas de forragem, bem como manter bancos de palma-forrageira e ajustar a taxa de lotação à capacidade de suporte da propriedade.
Na avaliação da empresa, a principal estratégia para reduzir os riscos no Semiárido é antecipar as decisões.
Confira as orientações da Embrapa para alguns cultivos na Região Nordeste:
Feijão-Caupi
Reduzir a área cultivada ajustando-a à água disponível e selecionar áreas com solos mais profundos;
Seguir o Zarc e praticar o cultivo consorciado para diversificar riscos.
Milho
Cultivar apenas nas melhores glebas da propriedade;
Reduzir ou escalonar a área plantada e proteger as fases de florescimento e enchimento de grãos;
Sorgo
Utilizar o sorgo como alternativa prioritária ao milho em áreas com maior risco de seca;
Adotar o sorgo para produção de grãos ou forragem/silagem em sistemas diversificados;
Cebola
Restringir o plantio a locais com irrigação garantida e solos de boa retenção;
Ajustar a irrigação durante a fase crítica de formação dos bulbos.
Plataforma El Niño
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), disponibilizaram uma página online com informações sobre o El Niño e os impactos do fenômeno climático na agricultura e na pecuária brasileira.
O intuito é apoiar ações de prevenção, preparação e redução de riscos climáticos no campo.
A plataforma reúne dados e orientações que podem ser consultados pelo produtor antes do início do cultivo ou da contratação de crédito rural. A proposta é apoiar a tomada de decisões e contribuir para a redução dos riscos relacionados ao clima.
A página especial El Niño Agro está disponível no portal do Ministério da Agricultura, em: www.gov.br/agricultura.
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